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Creche que desabou tinha sido fechada por problemas no teto em 2017; engenheiro nega negligência | Gazeta de Rondônia
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Creche que desabou tinha sido fechada por problemas no teto em 2017; engenheiro nega negligência

Vinte pessoas, entre elas 16 crianças, ficaram feridas. ‘Precisou acontecer essa tragédia para fazerem algo’, diz avó

O teto da creche que desabou em Agudos (SP) na manhã desta quarta-feira (18), deixando 20 feridos, havia sido reformado há menos de um ano. O desabamento feriu 16 crianças na faixa de 1 ano e quatro adultos, que ficaram sob os escombros.

Ao todo, 16 crianças foram atendidas na Unidade de Pronto-Atendimento de Agudos (UPA) e também no posto de saúde, além de quatro adultos – três professores e uma funcionária da escola.

Os adultos e quatro das 16 crianças foram transferidos para um hospital particular de Bauru e ainda passam por avaliação médica. A coordenação da UPA havia informado que todos tiveram ferimentos aparentemente leves.

O vice-prefeito de Agudos, Jaime Caputti (PR) , informou que as causas do acidente serão investigadas.

“Está sendo feita uma força-tarefa para atender todas as vítimas e também para a remoção dos escombros. O telhado passou por uma reforma há pouco anos, e em 2017 no foi feita uma limpeza no local. Por isso, tudo tem que ser apurado.”

“Se não foi uma fatalidade, se houve imprudência, as medidas cabíveis serão tomadas, porque esse tipo de coisa não pode acontecer”, disse o vice-prefeito.

Caputti disse ainda que as crianças devem ser transferidas para outro local – ainda não informado – e que as atividades não serão prejudicadas. O prefeito de Agudos, Altair Francisco Silva (PRB), está fora da cidade.

Segundo o engenheiro Agostinho Barros, da prefeitura, a escola infantil passou por uma avaliação em 2016 sem que nenhum problema fosse encontrado.

Em janeiro de 2017, no entanto, a prefeitura interditou o prédio devido às fortes chuvas, com risco iminente de desabamento em diversos pontos do telhado, com goteiras e vazamentos de água no forro.

Na época, funcionários da Secretaria de Obras, Vigilância Sanitária, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros foram até o local e constataram que, além do risco de desabamento, havia risco de contaminação por fezes de pombos e urina de ratos.

A prefeitura, então, interditou a escola e transferiu os 130 alunos até a reinauguração da creche, em julho de 2017.

Bombeiros retiraram crianças de escombros em Agudos (Foto: Reprodução/TV TEM )

Apesar de as vítimas terem sido encaminhadas com ferimentos leves à UPA da cidade, os estragos no teto do refeitório da escola chamaram a atenção dos moradores.

“Se você olhar a situação do local, é um milagre que nenhuma criança tenha se ferido gravemente”, afirma o engenheiro.

Tragédia anunciada

Claudinéia da Silva Gregório é avó de Lucca Cesar Gregório Valente, de 1 ano, que ficou ferido no desabamento e levou dois pontos na cabeça. Segundo ela, os problemas estruturais da creche, que atende crianças de seis meses a 3 anos, já eram conhecidos (assista ao vídeo acima).

“Os pontos não foram graves, mas o susto foi grande. O prefeito já sabia dos problemas da escola, mas não tomou providência alguma e precisou acontecer essa tragédia pra ver se algo era feito.”

O engenheiro nega que houve omissão por parte da prefeitura. “Não houve negligência, pois havia um monitoramento constante no local. Vamos interditar o prédio para verificar o que aconteceu e depois reformá-lo novamente”, diz.

Fabiana Sidronio é tia de Maria Laura Sidronio, de 1 ano. Ela afirma que a criança está bem, apesar dos ferimentos na cabeça, e que não corre perigo.

“Ela fez um raio X e está bem, mas estamos sem consolo de ver tantas crianças machucadas.”

Desabamento

Funcionários contam que, após o desabamento, correram para tirar as crianças que tomavam lanche no local.

“Eu saí do refeitório para levar um medicamento na minha mesa e ouvi o barulho. Voltei e tinha desabado tudo. Nisso, começamos a tirar as crianças, e o Samu chegou pouco tempo depois”, conta a auxiliar de enfermagem Girlene dos Anjos.

A creche fica ao lado da Secretaria de Educação e Cultura, no mesmo prédio onde fica o almoxarifado da prefeitura.

Viaturas do Corpo de Bombeiros e ambulâncias foram encaminhadas ao local, que foi isolado para atendimento dos feridos e para o trabalho da Defesa Civil. Pais de alunos também foram ao local em busca de informações.

Repercussão do acidente

O presidente Michel Temer usou o Twitter para falar sobre acidente e disse que está acompanhando “com muita apreensão as consequências do desabamento”.

O presidente ressaltou que “calamidades dessa natureza não podem acontecer impunemente”.

Presidente se manifestou sobre o acidente nas redes sociais (Foto: Twitter/ Reprodução )

Fonte: g1

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FONTE: PAINEL POLÍTICO

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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