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Canadense é linchado no Peru após ser acusado de matar xamã; ele estava supostamente sob efeito de ayahuasca | Gazeta de Rondônia

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Canadense é linchado no Peru após ser acusado de matar xamã; ele estava supostamente sob efeito de ayahuasca

O corpo foi descoberto após filmagens do linchamento terem circulado em redes sociais

O canadense Sebastian Woodroffe foi assassinado por uma multidão enfurecida na província de Ucayali, na região nordeste do Peru, no dia 20 de abril, acusado de ter assassinado a tiros uma ativista ambiental, e xamã Olivia Arevalo, conhecida como “a mais amada da tribo”.

Nos últimos anos, Olívioa Arévalo vinha trabalhando em “retiros” de ayahuasca em um centro de cura tradicional chamado Templo do Caminho da Luz. Ela trabalhava com a medicina tradicional desde os 15 anos e vem de uma longa linhagem de curandeiros, escreveu o centro ao lado de um vídeo no YouTube que a mostra cantando uma de suas canções de cura, ou ikaros.

Ricardo Franco, sobrinho de Arévalo, descreveu-a para uma emissora de TV peruana como “a mãe que protege a terra na selva” e “a mulher mais amada” da tribo.

Moradores disseram a uma agência de notícias indígena que testemunhas viram Woodroffe atirar em Arévalo várias vezes depois que ela cantou um ikaro, ou uma canção de cura. Ele então fugiu, alegaram residentes locais, levando os membros da família de Arévalo a postarem um boletim “procurado” on-line e no Facebook, mostrando a foto de Woodroffe, identificando-o pelo nome e nacionalidade e oferecendo uma recompensa.

Membros enfurecidos da comunidade indígena parecem ter tomado as coisas por conta própria.Autoridades peruanas disseram que uma multidão de moradores da região amazônica de Ucayali matou Woodroffe antes de enterrá-lo em um túmulo improvisado. Um jornalista do Peru descreveu o assassinato como um “linchamento”.

Um vídeo gravado com celular surgiu nos meios de comunicação locais mostra um homem – mais tarde identificado por funcionários como Woodroffe – sendo arrastado pela lama por um cordão enrolado no pescoço. Ele geme e implora por misericórdia antes de se deitar imóvel no chão.

A polícia encontrou o cadáver enterrado e o identificou como sendo o corpo de Woodroffe, informou o Ministério do Interior do Peru em um comunicado no sábado, prometendo prosseguir uma investigação agressiva sobre o assassinato dele e da xamã Olivia Arévalo Lomas, respeitada integrante da tribo Shipibo-Konibo. nos seus 80 anos.

Sebastian estava no Peru desde 2013, quando deixou o Canadá em busca de “uma cura para o alcoolismo”, que segundo ele atingia um membro de sua família. Ele tinha um filho de 4 anos.

Ayahuasca

Os retiros da ayahuasca tornaram-se imensamente populares entre os turistas estrangeiros. Todos os anos, milhares de pessoas viajam para a Amazônia peruana para experimentar a bebida alucinógena, também conhecida como yage, e referida por alguns locais como “a sagrada videira da alma”.

A poção contém dimetiltriptamina (DMT), um poderoso alucinógeno que só é legal no Peru (e também no Brasil) como parte de exercícios espirituais. Turistas dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e além chegam a essas aldeias na selva para participar dos rituais da ayahuasca na esperança de que o tratamento possa curar qualquer coisa, desde depressão até traumas de infância.

Mas o crescente número de turistas na cidade aumentou a crescente sensação de que existe um duplo padrão na forma como os povos indígenas são tratados no sistema de justiça criminal, disseram moradores locais às emissoras de notícias peruanas.

“Há justiça para quem tem dinheiro”, disse um morador local, Alder Rengifo Torres, à TV Peru .

“Um estrangeiro pode vir e nos matar, dia após dia, como cães ou gatos, e nada acontece, o Estado não faz nada”, disse uma mulher local à televisão, contando a um vice-ministro peruano que visitou a comunidade indígena no fim de semana.

Com informações do The Washington Post

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FONTE: PAINEL POLÍTICO

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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