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‘Temos que dar um tempo, isso não é imediatamente’, diz Padilha sobre acordo com caminhoneiros | Gazeta de Rondônia
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‘Temos que dar um tempo, isso não é imediatamente’, diz Padilha sobre acordo com caminhoneiros

Na noite de quinta-feira (24), o governo assinou documento com os caminhoneiros para encerramento da greve, mas caminhões continuaram parados. Ministro disse que ‘confia’ no cumprimento do acordo

Questionado nesta sexta-feira (25) sobre se os caminhoneiros não estariam fazendo a parte deles no acordo com o governo para suspender a paralisação, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que é preciso “dar um tempo” para os líderes da categoria conversarem com as bases. Ele ainda afirmou que os efeitos do acordo não ocorrem “imediatamente”.

Caminhoneiros entraram nesta sexta no quinto dia de paralisação em diversos estados do país e no Distrito Federal. Eles fazem uma série de reivindicações, entre elas a contenção do preço do óleo diesel.

O acordo entre governo e lideranças da categoria foi anunciado na noite de quinta-feira (24), no Palácio do Planalto. O documento prevê a suspensão da greve por 15 dias.

O governo se comprometeu, entre outros itens, a manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos 30 dias, com compensações financeiras da União à Petrobras (veja os termos do acordo).

Padilha falou sobre o tema com jornalistas após participar de um evento sobre governança em um dos anexos do Palácio do Planalto.

“Eles [caminhoneiros] assinaram. Eles vão levar às suas bases. É isso que foi dito, é isso que está escrito. Eles vão levar às suas bases. Então nós temos que dar também um tempo. Isso não é imediatamente. Eles vão levar os dados todos às suas bases”, afirmou Padilha.

Para o ministro, é um “processo lento” até que o acordo firmado com as lideranças da categoria chegue aos caminhoneiros nas estradas.

“É um processo que é lento. Nós tivemos ontem [quinta-feira] as lideranças negociando por muitas horas, e o comando das lideranças, para chegar na base, não é instantâneo, não é imediato”, disse Padilha.

O ministro afirmou que o governo “confia” e que ele tem “certeza” que os caminhoneiros vão cumprir o acordo.

“A nossa aposta é que o movimento vá sendo desmobilizado progressivamente. Não sei se terá normalidade total no fim de semana. Acreditamos que o processo inicia hoje [sexta-feira], mas é impossível prever com que tempo teremos plena normalidade”, declarou.

Segundo o ministro, o governo também vai cumprir sua parte no acordo “na medida em que tenha contrapartida da parte dos caminhoneiros”.

Padilha foi perguntado se o governo pode desfazer o acordo caso os caminhoneiros mantenham a greve. “Quando se faz um acordo, se pressupõe compromisso de ambas as partes”, disse.

Entidades que representam os caminhoneiros

O G1 entrou em contato, nesta sexta-feira, com algumas das entidades que se reuniram com o governo. Veja o posicionamento delas sobre a paralisação:

Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA): De acordo com a assessoria, apesar de representar um milhão de caminhoneiros, a CNTA não tem poder de desmobilizar a greve, apenas de sugerir que haja o desbloqueio das vias. Cabe aos caminhoneiros decidir se acatam ou não.

União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam): O presidente da Unicam, José Araújo Silva, disse por telefone que, apesar de estar presente na reunião desta quinta, não assinou o acordo porque “não confia no governo”. De acordo com Silva, a greve só acaba quando a pauta original proposta pelos caminhoneiros – que inclui a eliminação do PIS-Confins do diesel – for atendida. A Unicam, segundo o presidente, representa um milhão de caminhoneiros.

CNT contra a paralisação

Também na manhã desta sexta-feira, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou uma nota em que se manifesta contra a paralisação dos caminhoneiros.

No texto, a entidade disse que não registrou a participação de empresas de transporte na greve. No entanto, afirmou que se souber de alguma companhia aderindo à paralisação, o empresário responsável será punido.

Veja a íntegra da nota da CNT:

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) não participa, não incentiva e não apoia paralisações de caminhoneiros.

A Instituição também não tem conhecimento de participação de empresas no movimento grevista e, se houver, o empresário responsável deverá ser punido.

A presença de representante da CNT nas reuniões com o governo federal, nos últimos dois dias, foi a convite do Palácio do Planalto e como integrante do grupo de interlocução com as entidades representativas dos motoristas autônomos de caminhão, em busca de uma solução que levasse ao fim das paralisações.

Fonte: g1

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FONTE: PAINEL POLÍTICO

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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