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Aos Caerdianos | Gazeta de Rondônia
quinta-feira ,19 setembro 2019
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Aos Caerdianos

Nobre Caerdianos, companheiros de dias bons mas também de dias turbulentos e as vezes inglórios. A nossa luta ainda é grande, pois os trabalhadores é que são o Sindur e não o contrário.

Recentemente passamos pela nossa maior luta, durante essa gestão criminosa de Confúcio Moura e Iacira Azamor, que sucateou a nossa amada companhia, uma empresa pública que tem saúde fiscal e financeira e que tem como retomar o crescimento, ESTAMOS VENDO ISSO DE FORMA CLARA!!!

Após inicio do desmonte que a CAERD, de maneira propositada, sofrida para justificar a sua venda, setores da imprensa, PATROCINADOS PELO GOVERNO DE RONDÔNIA, tentaram desvirtuar as informações culpando a “Gestão Compartilhada”, finalizada em 2010, e TODOS OS TRABALHADORES, pelos desmandos da gestão de Iacira Azamor, Confúcio Moura e sua Orcrim.

Veja nosso compilado para você, companheiro, entender melhor toda a história da Caerd e não cair em no golpe da “ESTATAL PERDULÁRIA”. Para que isso seja feito e necessários retornar ao final década de 90.

Em 1998, o cenário da Caerd era de terra arrasada: todas as contas da empresa estavam bloqueadas, em razão de ações cíveis públicas propostas pelo MP/RO; Greve Geral, por conta de 5 meses de salário em atraso; não existia recolhimento previdenciário e de FGTS; falta de produtos, insumos, equipamentos em geral e de condições de trabalho.

Não existia saúde fiscal e financeira, a Caerd devia mais de 185 milhões: sendo R$ 48 milhões de dívidas trabalhistas; R$ 124 milhões de impostos e encargos; R$ 7 milhões à fornecedores e R$ 4 milhões de Folha de Pagamento e a arrecadação da empresa era de pouco mais de R$ 16 Milhões ao ano.

CAERDIANOS SE SACRIFICARAM PELA EMPRESA

Diante deste cenário e do termômetro da economia, a situação econômica que passava o país e, em especial o Estado de Rondônia, lembrando que o Governo do Estado estava enfrentando a quebra do Beron, a demissão dos 10 mil funcionários, e o Brasil acabara de sair da recessão de 1998, quando o Real foi desvalorizado, os funcionários da Caerd apresentaram uma proposta para salvar a empresa e garantir os seus empregos.

Submeteram-se a suspenção dos pouquíssimos benefícios, gratificações e greve. Em contrapartida a empresa fez um empréstimo para quitar as folhas em atraso.

O Governo indicaria o presidente da Companhia e tinha mais 15 cargos comissionados, sendo dos trabalhadores as Diretorias Administrativa e financeira e Técnica e Negócios, preenchida funcionários do quadro próprio.

VEJA A COINCIDÊNCIA

Diante da situação o então Governador, José de Abreu Bianco, com todas as circunstâncias do momento aceitou a proposta. O Acordo foi firmado diante dos órgãos de controle e fiscalização em 25 de Agosto de 2000, com a duração de apenas 6 meses. A experiência foi positiva e a “gestão compartilhada” foi prorrogada até Dezembro de 2002.

Em 2003, até mesmo Ivo Cassol, um governador linha dura com os funcionários públicos, assume o Governo do Estado, renova o acordo até 31 de Dezembro de 2006 e posteriormente até 31 de Dezembro de 2010.

FIM DA “GESTÃO COMPARTILHADA”

O modelo de gestão compartilhada adotada pela CAERD (Companhia de Água e Esgotos de Rondônia) e pelo SINDUR (Sindicato dos Urbanitários de Rondônia) se transformou em um exemplo positivo para vários setores da administração pública no estado, e espelho para outros. Em uma década mudou a situação da companhia.

Com a troca de Governo em 2011, Confúcio Moura assume e desfaz a gestão Compartilhada.

OS NÚMEROS

No ano 2000, a Caerd tinha 637 funcionários, alguns se aposentaram, outros se desligaram da empresa e em 2010 a Caerd contava com 536 funcionários. Durante esse período a arrecadação da Companhia saltou de R$ 18 milhões, em 2000, para mais de R$ 90 milhões em 2010. Sendo que a folha de pagamento em 2010 era de pouco mais de R$ 44 milhões.
Outro índice notável foi as ligações de água da Caerd que contava com 104.977 ligações em 2000 e passou para 194.865 ligações de água.

Desta forma, e de maneira eficiente a Caerd passou a arrecadar mais e gastar menos, liquidando sua dívida de 185 milhões. Ao final da “gestão compartilhada” a empresa devia menos de 10 milhões, estava com a folha de pagamento em dias, e contava com financiamentos da Funasa para ampliação da rede de abastecimento de água em vários municípios de Rondônia e com R$ 1 bilhão do PAC para ampliação e implantação de redes de água e esgoto na capital.

“DES”ADMINISTRAÇÃO CONFÚCIO MOURA

Em 2012 a Caerd abre concurso público para admitir novos servidores. Foram ofertadas 1.018 vagas no total, sendo 184 de preenchimento imediato e 834 para cadastro de reserva, com salários entre R$ 2.524,01 e R$ 3.365,35. Deste concurso a Companhia nomeou 220 concursados.

Iacira Azamor assume presidência da Companhia em 2014 e junto com ela os cargos comissionados saltam para 28, 2015 sobe para 56 cargos e em 2016 são mais de 112 cargos comissionados. Em 2015, 76 funcionários foram transpostos para o quadro da União, mesmo assim em Dezembro de 2016 a empresa contava com mais de 770 funcionários e a folha de pagamento saltou para mais de R$ 70 milhões, a Receita chega aos R$ 112 milhões, desta forma a folha passa a consumir 62% da arrecadação da Caerd.

PRIVATIZAÇÃO E PERDA DE CONCESSÕES

Durante esse crescimento das despesas da companhia, aliado a falta de investimentos, a Caerd perdeu importantes concessões como as de Ariquemes, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.

Nessas cidades as prefeituras decidiram não renovar a concessão com a Caerd e passaram para o setor privado o gerenciamento, implantação e ampliação das redes de água e esgoto.

Porto Velho e Ji-Paraná, as maiores cidade de Rondônia, também começam sinalizar a intensão de rescindir as concessões.

2015-2018 – Anos turbulentos

Primeira greve, após 15 anos, em razão do acordo coletivo. No fatídico episódio uma CAS intimida grevista e dirigente sindical com arma de fogo.

Iacira Azamor aumenta o número de CAS’s, e passa a descumprir normas dos Acordos Coletivos e assediar funcionários. Juntamente com o Governo do Estado que passou a financiar na imprensa que a empresa estava quebrada e que o único meio para a resolução era a sua privatização.

O SINDUR

O Sindicato sempre tentou tratar de forma interna todas as situações da CAERD. Entretanto, após se ver coagido passou então a ser mais incisivo e dar publicidade aos desmandos da diretoria da Caerd, que alegava a “quebra” da Companhia, mas gastava horrores com compras supérfluas e suspeitas, como é o caso dos carros luxuosos locados, a construção de um muro de uma área invadida, os tais “paleteiros” do almoxarifado, entre outros escândalos.

COM DINHEIRO NA CONTA, ATRASA A FOLHA

Outro ponto que o Sindur deu publicidade, foi o fato de Iacira atrasar a folha de pagamento propositadamente pois, como ficou comprovado, dinheiro na conta para essa finalidade existia.

IACIRA PEDE, ASSEMBLEIA DÁ

Em meio a todos os problemas e 4 folhas em atraso, a Presidente pediu aos Deputados que aprovaram imediatamente mais 48 cargos comissionados na Caerd.

LIQUIDAÇÃO DA CAERD

Aporta na Assembleia Legislativa de Rondônia uma mensagem do Executivo, assinada pelo Governador Confúcio Moura, querendo liquidar e extinguir a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia, o que resultaria numa catástrofe aos mais de 600 funcionários da Estatal que teriam seus empregos ceifados de um dia para o outro.

Naquele momento a Caerd encontrava-se com 5 folhas de pagamento em atraso. Mas os salários da Presidente Iacira Azamor de mais uns 4 ou 5 comissionados de primeiro escalão estavam em dias, e a Presidente manda uma autêntica “BANANA” para o TRT de 14ª Região ao descumprir acordo e demonstrar que a justiça não iria interferir nos Atos de “Gestão” da Presidente…

ASSEMBLEIA DA RÉ

Após pressão dos trabalhadores e profundas críticas de todos os setores da economia do Estado a Assembleia Legislativa volta atrás e susta os decretos de liquidação da CAERD e da nomeação de Iacira como liquidante.

TRABALHADORES INICIAM ROMARIA

No meio de perído conturbado que foi 2017 e metade do ano de 2018, Caerdianos começam romaria na Assembleia Legislativa, Tribunal Regional do Trabalho e CPA, no sentido de dar publicidade a todos os desmandos da diretoria da Caerd, bem com a vontade do Governador Confúcio Moura de Iacira Azamor de vender a empresa.

DANIEL PEREIRA ASSUME O GOVERNO

O Governador Daniel Pereira assume o governo e promove convocação para nomear nova diretoria da Caerd, Iacira Azamor promove uma chicana e desautoriza convocação do Governador, como isso ela ganha mais uns 20 dias.

TRÉGUA

Após garantias do Governador, trabalhadores promovem uma trégua até nova diretoria da Caerd for empossada.

NOVA DIRETORIA

Irineu Cardozo, é empossado pelo governador, Daniel Pereira (PSB/RO), começa a fazer a maquina caminhar, inicialmente passa a saldar uma divida salarial da empresa com os servidores que se arrasta por quatro meses.

“O FUNDO DO POÇO” de Confúcio Moura se desmonta e com trabalho e apoio do SINDUR e dos Trabalhadores, em seis meses a folha de pagamento é quitada e volta a ser paga dentro do mês. Resgatando o orgulho do trabalhador que pode andar de cabeça erguida e bater no peito dizendo que trabalha em uma das maiores companhias de tratamento de água do país.

NÃO ESMURECER

Mas agora se alinha a nova batalha dos Caerdianos, o novo Governador do Estado assume em Janeiro de 2019 e ainda não sinalizou sobre seus ideais no que tange às Autarquias e empresas públicas. Portanto, o momento é de resiliência e preparo, pois “o inverno está chagando” e,

A luta continua!!!



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LINK DA NOTÍCIA:Aos Caerdianos
FONTE: PAINEL POLÍTICO

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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