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ENTREVISTAS

Antônio Palocci dá entrevista exclusiva a Globo e fala sobre seu enriquecimento patrimonial

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O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, fez nesta sexta (3), em entrevista à TV Globo, a primeira manifestação pública desde que reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" informou que ele teve o patrimônio pessoal aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010. No período, o atual ministro exerceu mandato de deputado federal e coordenou a campanha presidencial de Dilma Rousseff.

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LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

A primeira pergunta foi sobre o quanto a empresa dele, a Projeto, faturou ano a ano, de 2006 a 2010.

entrevista_palocciDesde a publicação da reportagem, no último dia 15, ele não havia dado declarações públicas sobre o assunto. Integrantes de partidos da base do governo e da oposição cobravam explicações do ministro.Todo o faturamento da empresa foi registrado nos órgãos de controle tributário tanto da Prefeitura de São Paulo, quanto da Receita Federal. Todo o serviço prestado pela empresa foi feito a partir de emissão de notas fiscais regulares e todos os impostos foram recolhidos. Se tratava de uma empresa privada, que prestava atividades privadas, que foi registrada em meu nome e de meu sócio na Junta Comercial de São Paulo. Portanto eu não tive uma atividade reservada, tive uma atividade pública. Agora, os números da empresa são números que eu gostaria de deixar reservados porque não dizem respeito ao interesse público. Agora, os contratos, sim, aquilo que eu fiz, serviço que eu prestei, as empresas que eu atendi, as empresas que tinham contrato com a Projeto, posso falar perfeitamente sobre eles.

Agora em relação aos ganhos, ministro, surgem alguns valores. A 'Folha de S.Paulo' deu inclusive que no ano de 2010 houve um faturamento de R$ 20 milhões e nos meses de novembro e dezembro, R$ 10 milhões só nesses dois últimos meses, meses em que o senhor estava participando da transição do governo. Esses valores são verdadeiros?

Os valores podem ser aproximados, eu não tenho eles nesse momento. Mas o que ocorre é que no mês de dezembro eu encerrei as atividades da empresa, dado que ia assumir um cargo na Casa Civil, no governo federal. Eu promovi um encerramento das atividades todas de consultoria da empresa, todos os contratos que eu tinha há dois anos, há cinco anos, há três anos, foram encerrados e eles foram quitados. Ou seja, aqueles serviços prestados até aquele momento foram pagos nesse momento. Por isso que há uma arrecadação maior nesse final de ano, mas são contratos de serviços prestados. Hoje, por exemplo, a empresa não tem mais nenhum contrato, nenhuma arrecadação, nenhum valor.

Mas essas empresas para as quais o senhor trabalhou, elas tinham interesses no setor público? Estavam fazendo negócios com o setor público?

Não, eu nunca participei. Quando uma empresa privada tinha negócio com o setor público, eu nunca dei consultoria num caso como esse. Até durante a semana jornalistas me perguntaram sobre isso, eu pude esclarecer casos concretos que me foram apresentados, mas em nenhum momento eu participava de um empreendimento, vamos dizer, que envolvesse um órgão público e um órgão privado. Um fundo de pensão de empresa pública com uma empresa privada, nunca participei disso.

O que eu fazia era uma consultoria para empresas privadas. Se a empresa tinha uma necessidade junto a um órgão público, ela tinha lá seu departamento ou a sua prestação de serviços para isso. Eu não fazia isso porque isso a lei não me permitia e eu tinha perfeita clareza do que a lei permitia ou não permitia.

Por isso, eu tenho esclarecido, e reafirmo aqui pela oportunidade, que a minha empresa jamais atuou junto a órgãos públicos, ou diretamente prestando consultoria para órgãos públicos ou representando empresas privadas nos órgãos públicos.

Eu sei que o senhor não quer falar especificamente sobre números, mas o senhor disse que em 2010 foi mais ou menos esse valor, cerca de R$ 20 milhões. Nos anos anteriores, 2006, 2007, 2008, 2009, nesses anos, o senhor faturou quanto? Próximo desse valor?

Não, foram valores inferiores. A empresa foi ampliando a sua atuação, ampliando o seu faturamento naturalmente. Eu comecei a empresa em 2006, antes mesmo de ser deputado. E aí comecei a estabelecer os contratos da empresa. Mas insisto com você que isso é muito importante. Todos os contratos da minha empresa que era um empresa privada com empresas privadas. Nunca que uma empresa privada precisou de uma atividade pública ou de um órgão público, a minha empresa tenha atuado nesses casos. Porque aí eu tinha clareza que isso não poderia se realizar.

Por que o senhor não divulgou a lista de clientes?

É uma pergunta muito importante que você me faz. Muitas pessoas pediram para divulgar a lista de clientes. Veja, semana passada, uma empresa admitiu que teve contratos comigo. O que aconteceu? Deputados da oposição foram imediatamente apresentar acusação grave contra essa empresa, que teria conseguido restituição de impostos, em tempo recorde, por minha intermediação. Veja a gravidade da afirmação.

O senhor nega isso?

Não sou eu que nego. Duas horas depois, a Receita Federal divulgou um relatório, mostrando que a Receita Federal tomou a decisão em relação a essa empresa quase dois anos depois de requerida a devolução do imposto e por determinação judicial.

Eu vi o despacho, a Justiça diz que a Receita deveria prestar informações sobre aquela empresa específica porque o tempo da prestação de informações teria passado. Mas aí a Receita não apenas não recorreu como resolveu pagar de imediato quando o prazo para pagar esse imposto seria até cinco anos.

Não, a decisão da Justiça foi que a Receita Federal tomasse a decisão. Qual era a acusação? Que a empresa teria recebido em 44 dias a restituição. Agora, o processo correu, mais de um ano.

A segunda restituição, porque são dois impostos, um de 2008 e outro de 2009. A entrada foi próxima. Esses 44 dias foi depois da entrada do pedido do segundo imposto. 44 dias depois, a Receita Federal mandou pagar esse segundo imposto com o primeiro que havia sido solicitado, num total de pouco mais de R$ 9 milhões.

O primeiro que havia sido solicitado há quase 2 anos. Então não se pode falar em tempo recorde. Não se pode inferir, a partir daí, que eu tenha atuado no caso. Então por que eu estou dizendo isso para você? Eu não divulgo o nome de terceiros, o nome de empresas que são idôneas, são empresas renomadas nos seus setores. Porque, como há um conflito político, eu, como homem público, me disponho a dialogar nesse conflito político. Agora eu não tenho o direito de expor terceiros nesse conflito. A não ser que alguém levante um problema ocorrido em relação a uma empresa, aí sim a própria empresa vai se manifestar. Agora, eu não posso expor contratos que tive com empresas privadas renomadas nas suas áreas num ambiente de conflito político.

O senhor não vai divulgar a lista de clientes?

Não devo fazê-lo. Acho que não tenho o direito de fazer a divulgação de terceiros. Eu acho que eu devo assumir os esclarecimentos relativos à minha empresa,

O senhor poderia, pelo menos, dizer em que setor que essas empresas atuam, que tipo de negócios foram feitos?

Eu atuei em setores de indústrias, trabalhei na consultoria para vários segmentos de indústria, trabalhei no setor de serviços financeiros, no setor de mercado de capitais, bancos e empresas, fundos de mercado de capitais. Fundos trabalham principalmente com investimentos em outras empresas privadas, e trabalhei em empresas de serviços em geral. Então veja, é um conjunto de empresas que pouco tem a ver, por exemplo, com obras públicas, com investimentos públicos. São empresas que vivem da iniciativa privada e que consideraram útil o fato de eu ter sido Ministro da Fazenda, de ter acumulado uma experiência na área econômica, de conhecer a área econômica. Depois que eu deixei o ministério, fiquei quatro meses respeitando a quarentena e só depois disso passei a prestar serviço de consultoria.

Muitas empresas tradicionais do ramo, com larga experiência, com dezenas de profissionais, não tiveram faturamento tão alto quanto o senhor teve em 2010. Faturamento muito alto. Não é difícil aceitar a tese que o senhor teve faturamento tão alto quando outras empresas com estrutura muito maior e profissionais competentes não teve esse faturamento?

Eu respeito essa questão. Há muitas empresas, com profissionais muito competentes. Mas não sei se elas não têm bom faturamento, acredito que elas tenham também resultados muito importantes. A diferença da minha empresa para as demais em relação a esse ano de 2010 é que eu encerrei contratos e todo o trabalho realizado foi quitado neste momento.

Mas nos anos anteriores o faturamento do senhor também era...

Não eram esse valores, era menor.

Era metade desse valor, 30%, 20% desse valor?

Algo nesse sentido.

20%? 30%?

Se você me permitir, eu respeito todas as suas perguntas. Respeite o direito de eu não falar em valores.

Nós temos que considerar que as pessoas que esperam esclarecimentos, elas querem detalhes dos contratos, das negociações, dos números. Até que elas possam fazer uma análise. Porque não se pode esperar que como homem público, como homem de negócios até poderia, mas como homem público sabe que homem não precisa apenas ser honesto, precisa parecer honesto. O senhor acha que sem dar detalhes o senhor vai conseguir convencer as pessoas, a opinião pública?

Meu papel é cumprir lei rigorosamente a lei. Eu não estou acima da lei. Por isso quando criei empresa segui todas as providências no sentido de ter licenças legais. Bens da empresa são registrados em cartório em nome da empresa. Tudo está literalmente registrado e adequado. Quando eu vim ao governo, eu entreguei à comissão de ética da Presidência da República todas as informações das medidas que tomei. Quais foram? Encerrei as atividades de consultoria, nenhuma atividade de consultoria é feita hoje pela empresa, nesses últimos seis meses. Portanto hoje eu não atuo. Estamos conversando sobre a atuação no passado da empresa. Hoje eu não atuo na empresa e cumpri aquilo que a lei dizia que eu devia cumprir como ministro. A comissão de ética recebeu todas as informações e disse que não havia nada de errado. A Procuradoria Geral pediu informações e mandei todas as informações que pediram. Então vamos ver a avaliação desse organismo. Quando a Receita diz que não tem pendência da minha empresa na Receita Federal, tenho certeza que você considera isso uma informação relevante. Quando o Coaf diz que não há qualquer investigação sobre minha empresa, tenho certeza que você considera isso uma informação relevante.

Se não der todas as informações, não fica parecendo que alguns clientes foram atrás do senhor não atrás da expertise, mas atrás de favores futuros?

Eu não acredito que nenhuma pessoa tenha essa inclinação. Eu posso te afirmar, reafirmar, categoricamente, que toda a arrecadação da empresa seu deu através de contratos. E não estou dizendo que essa informação que estou lhe dando ficará secreta. Ela será fornecida aos órgãos de controle. Isso que é uma questão fundamental que eu quero que você compreenda. Nenhuma informação da minha empresa é secreta. Não estou dizendo que não darei informações aos órgãos de controle. Estou dizendo o contrário. Todas as informações tributárias já estão nos órgãos de controle. E todas as demais informações serão prestadas à Procuradoria Geral da República. Portanto, toda a vida da minha empresa estará disponível para os órgãos de controle.

O senhor hoje se considera plenamente capaz de continuar conduzindo as suas tarefas no governo, diante dessa crise?

Veja, Julio, não há uma crise no governo, há uma questão em relação à minha pessoa, eu prefiro encarar assim e assumir plenamente a responsabilidade que eu tenho nesse momento de prestar as informações aos orgãos competentes e dar as minhas explicações. isso é uma coisa que cabe a mim. não há crise no país, não há crise no governo..

O senhor acha que isso não tem interferido no dia-a-dia do governo?

Não, de forma alguma, o governo toca sua vida, trabalha intesnamente, há, sim, eu não vou negar que é uma questão dirigida à minha pessoa. com forte intensidade, com forte conteudo politico.

Como o senhor avalia, por exemplo, o caso do deputado Garotinho que chegou a referir-se ao senhor como um diamante de R$ 20 milhões, sugerindo uma chantagem pra aprovação de propostas de interesse dele no congresso nacional. o senhor acha que isso não afeta ...

Eu li uma coisa parecida com essa no jornal. não acredito que o deputado tenha dito isso, porque não é um procedimento..

... mas disse, ministro

... nem muito perto do adequado

... mas disse, ministro

...eu tenho dito aos meus colegas do congresso aquilo que me couber explicar, eu devo explicações vou fazê-lo, jamais eu posso dentro do governo trocar um assunto por outro ou misturar um assunto por outro. o governo tá tocando sua vida, as coisas estão acontecendo normalmnete. eu enfrento uma questão agora, uma polêmica, agora, vou fazê-lo pessoalmente, vou trazer isso pra minha responsabilidade, informando os orgãos de controle e dialogando francamente sobre essas questões.

Ministro, o senhor chegou a colocar o cargo à disposição da presidente Dilma?

Olha, o meu cargo, a presidente dilma tem o meu e o de todos, o meu cargo e de todos os ministros. ela, nós não chegamos a conversar sobre esse assunto, mas não h´esse que me prende ao governo, estou aqui pra colaborar com a presidente, faço minha atuação no governo. tudo que eu fiz na iniciativa privada eu prestei contas relativas a isso e tô muito tranquilo e muito seguro em relação aos procedimentos que tive

Se o procurador-geral da República decidir abrir investigação contra o senhor. o que é que o senhor pensaem fazer?

Se você me perguntar isso depois de acontecer eu lhe dou uma resposta em primeira mão. Mas eu, eu não posso, Julio, se você me pernite, eu não posso responder em hipótese.

Isso acontece na vida política, questionamentos dessa ordem. Nós temos que ter tranquilidade de estar certos do que fizemos e de oferecer as explicações adequadas. Não há coisa, Julio, mais difícil do que você provar o que não fez, porque não há materialidade no que não fez. Eu digo a você: não fiz tráfico de influencai, não fiz atuação junto a empresas públicas representando empresas privadas. Aí, como eu te provo isso?

Essa é uma boa pergunta. Como o senhor prova isso?

Você tem que... tem que existir boa fé nas pessoas. Por isso que a lei diz que quando há uma acusação, que é legítima haver, ela deve vir acompanhada de indícios ou de provas ou no mínimo de indícios. Por isso que nós precisamos acreditar na boa fé das pessoas. Eu te digo: não há problema estar em questão as minhas atividades nesse momento. Mas eu quero que as pessoas tenham boa fé, que escutem as explicações, que vejam as documentações enviadas aos orgãos públicos e que eu seja avaliado com Justiça, os meus direitos e os meus deveres.


Jesuíno Boabaid fala após ser libertado do Centro de Correição em Rondônia

1ª PÁGINA - ENTREVISTAS

Após 11 dias presos, Jesuíno Boabaid diz que agora é tocar a vida para frente e continuar lutando pelos direitos do Políciais Militares.

jesuino_soltoSoldado Jesuíno deixando o Centro de Correição - Fotos Danny Buen

VEJA O VÍDEO DA ENTREVISTA APÓS A LIBERTAÇÃO:

Veja na íntegra a 1ª entrevista de Dilma como presidente eleita

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Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita presidente do Brasil, escolheu a TV Record para dar sua primeira entrevista exclusiva na noite desta segunda-feira (1º). Dilma respondeu às perguntas das jornalistas Ana Paula Padrão e Adriana Araújo, do Jornal da Record, no hotel Imperial, em Brasília.

Dilma-eleitaDesde o fim do regime militar, nenhum presidente democraticamente eleito tinha dado sua primeira entrevista para outra emissora que não fosse a Globo.Em 2002, assim que foi eleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu, em 28 de outubro, a primeira entrevista para a TV Globo, na bancada do Jornal Nacional, nos estúdios da emissora em São Paulo. Em 2006, quando foi reeleito, o presidente Lula também falou primeiro à Globo, direto do Palácio do Planalto.

Desta vez, um dia após ser eleita com 56,05% dos votos válidos, Dilma afirmou à Record que suceder Lula "é uma oportunidade para cuidar do povo brasileiro. A nova presidente falou sobre a emoção de receber a notícia da vitória. "Eu chorei. A gente chora às vezes para dentro e um pouco para fora. Eu chorei para os dois lados."

Sobre a posse, Dilma disse que terá sentimentos contrários. "Vou ficar muito alegre por estar assumindo a Presidência e, ao mesmo tempo triste, por ser a despedida do Lula, com quem eu tive um desafio imenso e muitas realizações. Várias conquistas e várias realizações nós conseguimos juntos. Para mim vai ser um momento de muita emoção."

Dilma afirmou que, durante esta segunda-feira, falou com vários chefes de Estado que ligaram para cumprimentá-la pela vitória. A presidente eleita conversou com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; da França, Nicolas Sarkozy; do México, Felipe Calderón; do Chile, Sebastián Piñera e de El Salvador, Maurício Funes.

Em relação à política econômica de seu governo, Dilma afirmou que vai manter os princípios da administração do presidente Lula. "Eu te garanto o seguinte, uma coisa é certa: manterei todos os princípios que regeram o nosso governo. Nos não brincaremos com a inflação."

A presidente descartou qualquer controle da imprensa, mas disse que tem o direito de se defender quando é atingida. "Sempre brinco que controle remoto é o melhor que pode ter por parte da população em relação à mídia. Ele decide ao que vai assistir, o que vai ler. Eu prefiro as vozes críticas. Vivi a ditadura e sei do que se trata."

Dilma também reafirmou seu compromisso com a erradicação da miséria no país e lembrou que, de acordo com os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há ainda no Brasil 21 milhões de pessoas pobres. "Não seremos nem um país nem uma sociedade desenvolvida enquanto houver miséria. Eu acredito que esse é um processo que temos de iniciar e colocar na pauta da sociedade."

A presidente eleita disse ainda que seu governo terá metas para prover melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança pública. "Um dos primeiros atos que eu terei será fazer uma conclamação aos governadores sobre saúde pública e segurança pública."

No final do encontro, que durou 15 minutos, Dilma ainda fez uma promessa às duas: a Record será a primeira a anunciar o novo ministério escolhido pela presidente. A promessa se deu quando Dilma foi questionada sobre o papel que o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) poderia desempenhar no governo, bem como a composição de sua futura equipe. "Eu ainda não tratei disso. Mas, quando eu tratar, vocês serão as primeiras a saber."

ASSISTA A ENTREVISTA DA RECORD NA ÍNTEGRA



"País rico é país sem pobreza" - Pronunciamento da Presidenta Dilma sobre a educação em seu governo

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Com o início do ano eltivo no calendário nacional, o governo federal surpreendeu a todos com o pronunciamento estusiástico da presidenta Dilma Rousseff, assegurando que em seu governo a educação terá um papel de destaque, com professores preparados e bem remunerados para prover um ensino da mais alta qualidade a todos os níveis escolares.

pronunciamento_dilmaPresidenta Dilma Rousseff considera que a educação é maior ferramenta para erradicar a probreza e a miséria do Brasil

VEJA O VÍDEO COM O PRONUNCIAMENTO:


 

Em entrevista à TV Candelária, Confúcio faz balanço da transição e anuncia novidades

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O governador eleito de Rondônia, Confúcio Moura, foi entrevistado na manhã deste sábado (20) pelo programa ViaSat, transmitido ao vivo e via satélite pela TV Candelária (afiliada da Rede Record) para todo o estado.

confucio_perfilDurante o programa Confúcio confirmou a divulgação oficial de seu secretariado e principais cargos de confiança para o próximo dia 10 de dezembro e discorreu sobre diversos temas, entre os quais a transposição dos servidores estaduais para o quadro da União, as suas recentes viagens para conhecer experiências administrativas nos estados e muitas questões pertinentes à sua futura gestão.

Segundo Sérgio Melo - que dividiu a apresentação do programa com o jornalista Léo Ladeia - a participação dos telespectadores por telefone durante o programa foi recorde.

"Dado o grande número de ligações tivemos, inclusive, que mudar o formato do programa e antecipar as perguntas dos telespectadores, que normalmente são transmitidas ao entrevistado somente no último bloco", comentou. O jornalista disse que ficou satisfeito com o resultado final da entrevista, que transcorreu "com a máxima transparência e objetividade por parte do governador eleito".

Uma das novidades divulgadas em primeira mão foi a indicação do coronel Lioberto Ubirajara Caetano para o comando do Corpo de Bombeiros, cuja nomeação ainda depende de aprovação.

Confúcio também antecipou que a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) será, pela primeira vez na história político-administrativa do estado, administrada pelos agentes penitenciários.

Confucio_020Perguntado se – conforme compromisso firmado na campanha eleitoral – todos os seus assessores de primeiro escalão serão "Ficha Limpa", Confúcio confirmou e disse que submeterá todos os nomes ao crivo do Ministério Público Estadual.


Participação dos telespectadores

Na entrevista o governador eleito discorreu sobre as mais diversas àreas, da importância do estímulo ao turismo à saúde pública.

"É preciso valorizar os turismólogos, que são técnicos e conhecem a área. Cabe ao governo ser parceiro da iniciativa privada e divulgar as potencialidades turísticas, as festas tradicionais, nossos hotéis de selva. Turismo é uma indústria que oferece emprego e gera renda, e tem que ser tratado com profissionalismo", disse.

Confucio_008Confúcio espera atender todos os setores com a mesma competênciaEmpresas de Rondônia

O telespectador João Marcos, do bairro Cuniã, em Porto Velho, perguntou ao governador eleito se existem projetos para o pequeno e médio empresário. Confúcio falou que pretende criar uma agência de fomento para apoiar os pequenos empreendedores rondonienses. "Existem milhares de pequenos empreendedores no Estado que precisam apenas de um 'empurrãozinho' e de capital de giro pra deslanchar seus negócios e gerar emprego e renda".

Meio Ambiente

Confúcio também respondeu ao telespectador Aldimar Reis, do bairro Flodoaldo Pontes Pinto, que perguntouse já foi escolhido o futuro titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). "Esta é uma secretaria técnica e há muitos nomes sendo analisados. Colocarei gente séria na função, que me ajude a compatibilizar crescimento econômico com preservação ambiental".

Saúde

"A tônica de meu governo será a eficiência, o Estado tem que facilitar a vida do povo. As filas nos postos de saúde são inaceitáveis. O SUS tem que mudar e a eleição da presidente Dilma nos dá um alento". Esta foi a resposta do governador eleito à pergunta de Francisco Santos, do bairro Conceição, sobre a ineficiência da gestão dos exames solicitados através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cultura

A pergunta de André Rodrigos, morador da região central de Porto Velho, foi sobre as políticas públicas para a Cultura, principalmente voltadas para a juventude. Confúcio citou a criação da lei de incentivo, a implantação de uma política de editais públicos e a valorização da cadeira produtiva da cultura como prioridades, e citou Salvador como exemplo de cidade "onde muita gente ganha dinheiro com atividades culturais".

Estradas

Ao final da entrevista, Confúcio reiterou o compromisso de campanha de implantar 600 km de asfalto em todo o estado com recursos próprios, citou que pretende seguir o exemplo do governo do Paraná na valorização e qualificação dos servidores públicos e que manterá o chamado horário corrido nas repartições estaduais.

Médicos, postos de saúde e transposição

Moura, entre outros temas, falou sobre o sistema de saneamento básico para os municípios, a "dramática" situação dos médicos especialistas nos postos de saúde e a transposição, cujo decreto que nomeará a comissão e as regras para enquadramento dos servidores do estado para o quadro da União deve ser publicado no próximo dia 23.

Na próxima semana Confúcio Moura atenderá outros órgãos de imprensa de todo o estado.

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