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Inauguração do novo aeroporto de Berlim é adiada para março

NACIONAIS E INTERNACIONAIS - BRASIL | MUNDO

16/5/2012 20:14,  Por swissinfo.ch - O portal suíço de notícias

Inauguração do novo aeroporto de Berlim é adiada para março

BERLIM, 16 Mai (Reuters) – O novo aeroporto de Berlim provavelmente não será inaugurado antes de março de 2013 devido a problemas com a segurança contra incêndios, disseram fontes nesta quarta-feira, constrangendo ainda mais as autoridades que previam um adiamento de três meses em relação à data original, 3 de junho.

O novo Aeroporto de Berlim-Brandemburgo substituirá os de Tegel e Schoenefeld, datados da Guerra Fria, e será o terceiro maior da Alemanha, atrás dos de Frankfurt e Munique. A inauguração da obra, que custou 2,5 bilhões de euros, já foi adiada duas vezes nas últimas semanas.

“Parece que será março de 2013″, disseram fontes governamentais que pediram anonimato.

A manutenção dos dois outros aeroportos de Berlim custa cerca de 15 milhões de euros (19,5 milhões de dólares) por mês, e as companhias aéreas, que há meses vendem bilhetes para o novo aeroporto, terão gastos adicionais.

(Reportagem de Maria Sheahan e Victoria Bryan, em Frankfurt)

Reuters


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“A saída do euro seria um desastre também para os credores estrangeiros”

NACIONAIS E INTERNACIONAIS - BRASIL | MUNDO

16/5/2012 20:13,  Por Esquerda.net

Em entrevista ao esquerda.net, o responsável pela política europeia do maior partido da coligação Syriza explica a origem e a política do movimento que mudou o mapa político grego e é apontado como favorito às próximas eleições. Yiannis Bournous diz que “está em marcha uma campanha para aterrorizar os eleitores” e pede o apoio dos cidadãos europeus de esquerda ao programa alternativo que a Syriza apresenta.Artigo |17 Maio, 2012 – 00:01

O que é a coligação Syriza? Como se formou e que forças agrupa? É verdade que se vão transformar em partido para conseguirem o bónus de 50 deputados que a lei eleitoral oferece ao partido vencedor?

A Syriza foi criada antes das eleições de 2004, quando o Synaspismos – que ainda hoje é o maior partido desta coligação – tomou a iniciativa de iniciar uma cooperação política com várias organizações da esquerda radical. Desde então, participámos nas eleições nacionais de 2007 e 2009 e nas europeias de 2009, até chegarmos às recentes eleições de 6 de maio que todos vocês conhecem o resultado.
Nestas eleições, crescemos ainda mais e  entraram novos grupos na Syriza, formações à esquerda do PASOK descontentes com o acordo deste partido às políticas do memorando que introduziu o pacote de austeridade na Grécia.
Acabou há minutos a reunião dos líderes políticos com o Presidente da República e as negociações falharam oficialmente. Isto significa que teremos novas eleições, muito provavelmente a 17 de junho. Há o problema do bónus de 50 deputados para o partido mais votado, essa ainda é uma questão em aberto para nós. Politicamente rejeitamos esta lei eleitoral e afirmámos claramente que caso haja um governo de esquerda na Grécia, alterará imediatamente a lei eleitoral para um sistema inteiramente proporcional. Por outro lado, a próxima eleição de junho será organizada de acordo com a actual lei. Por isso teremos de decidir a nossa tática de forma a não deixar que os partidos do memorando – a Nova Democracia e o PASOK – consigam a maioria parlamentar necessária para formarem um governo pró-memorando. Isto significa que faremos tudo o que está ao nosso alcance, quer no aspeto político quer no aspeto legal, para encontrar forma de tirar à Nova Democracia o bónus dos 50 deputados.

Boa parte da imprensa europeia acusa a Syriza de querer tirar a Grécia da zona euro. Isto é verdade?

Isso faz parte da campanha de difamação sem precedentes que a Syriza tem sido alvo desde há bastante tempo. Já vem de antes da eleição, mas com este resultado eleitoral a campanha difamatória cresceu. Tanto o nosso programa como as intervenções públicas dos nossos dirigentes afirmam claramente que não é um objetivo político da Syriza levar a Grécia a sair da zona euro. Por outro lado, apesar desta campanha para aterrorizar os eleitores, seguida pelo centro-direita, os sociais democratas e a grande imprensa grega, também há alguns responsáveis europeus que tentaram atacar a esquerda grega após o nosso resultado eleitoral. Mas a melhor resposta a estas pessoas são as sucessivas declarações de altos responsáveis da União Europeia – antigos e atuais responsáveis – que nos últimos dias vieram dizer claramente que seria um desastre se a UE expulsasse a Grécia da zona euro. Um desastre não apenas para o povo grego, mas também um desastre para os credores estrangeiros, de acordo com a análise dos neoliberais e as estatísticas de que dispomos. Por isso defendemos que esta campanha de terror tem de acabar e estamos a fazer o nosso melhor para dizer a toda a gente que não é do interesse nem sequer dos credores estrangeiros expulsarem-nos do euro.

Ao contrário do PC grego, vocês estabeleceram fortes laços com outros partidos da esquerda europeia que defendem uma solução europeia para a crise. Podemos dizer que a Syriza é uma força pró-europeia?

Claro que sim. A nossa coligação tem criticado duramente o processo de construção da UE, os tratados europeus existentes e a forma como a zona euro foi desenhada. Isto não significa que sejamos nacionalistas ou que apoiemos um modelo de desenvolvimento de fronteiras fechadas no nosso país. Acreditamos numa Europa alternativa e é por isso que mantemos todos estes laços de solidariedade com os partidos e movimentos sociais por toda a Europa. Muitas vezes juntámos as nossas vozes ao movimento por uma globalização alternativa, as manifestações europeias que forma organizadas nos últimos anos e mais recentemente com o movimento dos Indignados, não apenas em Atenas mas também em muitas outras cidades gregas. Acreditamos num internacionalismo de novo tipo e na unidade da grande maioria dos povos europeus – aquilo que os manifestantes em Wall Street chamaram os 99% das nossas sociedades -, dos povos que hoje em dia na Grécia, em Portugal e noutros países estão a sofrer mais com as consequências da crise, os povos que agora se revoltam nas ruas e nas eleições em muitos países e estão a conduzir a Europa a um novo começo.

Nas últimas sondagens vocês são dados como favoritos à vitória nas eleições de junho. O que pode acontecer se conseguirem formar um governo de esquerda para romper com a troika?

Desde o primeiro momento da nossa campanha eleitoral para a eleição de 6 de maio, fizemos a proposta de formar um governo de esquerda na Grécia pela primeira vez na história. Mas o que também dissemos claramente ao nosso eleitorado e a toda a sociedade grega foi que mesmo que seja eleito um governo de esquerda, o ataque e as pressões que iremos sofrer, interna e externamente, só poderá ser confrontado pelo maior apoio popular possível a esse governo. Não queremos apenas alargar a nossa coligação tendo em conta o processo eleitoral, mas sim alargar ao mesmo tempo o consenso social sobre um programa alternativo de transformação progressista para o nosso país. Dissemos muitas vezes que no dia seguinte à eleição dum governo de esquerda, o povo tem de estar na rua para proteger as mudanças necessárias que faremos para derrotar o memorando e as políticas de austeridade. Isto é um convite aberto e um apelo a todos os cidadãos europeus progressistas e de esquerda a que apoiem este programa alternativo que estamos a construir na Grécia. Este apoio não é um conceito abstrato mas uma necessidade política para nós podermos continuar a nossa luta.

Como avalias o resultado preocupante da extrema-direita nas últimas eleições? Ele poderá repetir-se em junho?

Não somos o primeiro país europeu onde a extrema-direita cresceu nas eleições. A Aurora Dourada é agora um fenómeno político na Grécia mas também um fenómeno social. O que é alarmante é que tenha sido apoiado sobretudo por jovens, porque a juventude não viveu as consequências da ditadura militar, não tinha ainda nascido. Mais: não viveu as consequências do nazismo na Europa. Votaram na Aurora Dourada como um voto de rejeição aos sistema político. Foi um voto de raiva e de castigo para os partidos do sistema. O problema é que muitos desses eleitores nem sequer conheciam o perfil político da Aurora Dourada, para além de ser uma força muito radica e antissistema. Acredito que após as eleições, agora que os seus dirigentes estão na comunicação social a exprimirem as suas reais posições, e que a imprensa – não apenas a alternativa – divulga a história da Aurora Dourada, isso fará baixar a percentagem deles em junho. Mas isto não quer dizer que o nosso trabalho esteja terminado. A Aurora Dourada continuará capaz de eleger deputados em junho e a esquerda e as forças progressistas têm de imediatamente regressar e estar presentes nos bairros, nos guetos e nas zonas das grandes cidades onde a Aurora Dourada teve mais apoio, para voltar a ganhar a hegemonia local. E organizar as redes práticas de solidariedade com as pessoas que sofrem, para convencê-las que a Europa não pode sofrer um novo avanço do neonazismo. 


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Justiça diz que capitão do Concordia era inapto

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16/5/2012 20:14,  Por swissinfo.ch - O portal suíço de notícias

Justiça diz que capitão do Concordia era inapto

ROMA, 16 Mai (Reuters) – O principal tribunal de recursos da Itália determinou na quarta-feira que Francesco Schettino, capitão do navio Costa Concordia, não estava habilitado para comandar a embarcação que naufragou em janeiro na costa toscana, matando pelo menos 30 pessoas e deixando 2 desaparecidos.

Em uma explicação por escrito da sua decisão de manter Schettino sob prisão domiciliar, a Corte de Cassação disse que ele se mostrou pouco preparado para “realizar funções de comando ou delegar responsabilidades pela segurança das pessoas sob seus cuidados”.

Schettino é acusado de causar o acidente por ter levado o transatlântico para perto demais da costa da ilha de Giglio, onde atingiu uma rocha e tombou. Investigadores também dizem que ele retardou a retirada dos passageiros e perdeu o controle da operação, durante a qual abandonou o navio antes que todos os 4.200 passageiros e tripulantes fossem salvos.

O tribunal disse que a prisão domiciliar, que ele cumpre na localidade de Meta di Sorrento, perto de Nápoles, se justifica porque ele poderia cometer outro acidente caso seja liberado para voltar a trabalhar.

(Reportagem de Ilaria Polleschi)

Reuters


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Dirigente defende mais profissionalismo na gestão do futebol

NACIONAIS E INTERNACIONAIS - BRASIL | MUNDO

16/5/2012 20:19,  Por Agência Câmara

O presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Barros de Carvalho, afirmou há pouco que, apesar de a maior paixão do brasileiro, o futebol também deve ser visto como um negócio, que exige uma alocação de recursos muito grande, com investimentos altos e gastos ainda maiores.

“Enquanto há espaço, em campo, para o emocional envolvendo clubes e torcedores, entre os clubes e as federações não há mais espaço para amadorismo ou protecionismo”, declarou.

Carvalho, que dirige a federação há 10 meses, falou sobre as mudanças que tem feito para modernizar a gestão do futebol pernambucano. Ele contou que contratou gestores provenientes de outros estados e que eles recebem 20% dos lucros que a entidade consegue obter.

O dirigente afirmou também que recursos privados vão possibilitar quatro novas arenas em cidades de Pernambuco. “Reunimos um pool de empresas e formamos um funding imobiliário que vai permitir que as obras sejam feitas sem aporte de dinheiro público”, informou.

Evandro Barros de Carvalho participou do seminário “Brasil Pós-Copa 2014: Legado e Gestão dos Estádios”, promovido pela Comissão de Turismo e Desporto. O evento já foi encerrado.

Tempo real:19:22 - CBF quer usar arenas subutilizadas da Copa para final de torneio nacional18:23 - Para CBF, Brasil deve aproveitar Copa para melhorar campeonatos locais17:40 - Arenas não funcionarão se clubes continuarem “quebrados”, afirma diretor17:00 - Corinthians não usará Itaquerão para shows, diz Andrés Sanchez16:39 - Diretor do Botafogo destaca lucro do clube com arena multiuso15:50 - Viabilidade econômica é requisito para arena multiuso, diz especialistaReportagem – Renata Tôrres/Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira


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Impacto da alta do dólar sobre exportações levará tempo para ser sentido, dizem economistas

NACIONAIS E INTERNACIONAIS - BRASIL | MUNDO

16/5/2012 20:21, 

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A alta do dólar, que voltou fechar acima de R$ 2 e está no maior nível em três anos, não melhorará as exportações de imediato, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Segundo os economistas, a rigidez nos contratos comerciais e as turbulências nos países desenvolvidos servirão como freio para a alta nas vendas externas.

Para o economista-chefe da consultoria Austin Rating, Alex Agostini, um eventual aumento das exportações será resultado de fatores sazonais, como o início da safra de soja. A depreciação do real, avalia, não terá quase nenhum impacto sobre as vendas para o exterior. “O saldo da balança comercial pode até melhorar, mas isso ocorrerá por causa de queda das importações, que ficaram mais caras. Não pelo lado das exportações”, diz.

“Se estivéssemos num momento de expansão econômica nos países desenvolvidos, a subida do dólar teria efeito positivo sobre as exportações. O problema é que hoje enfrentamos um cenário de crescimento moderado nos Estados Unidos, desaceleração da China e recessão na Zona do Euro”, declara Agostini. “Não adianta ter um dólar valorizado sem mercado comprador”.

Outro fator que atrasará a influência do dólar sobre as exportações é o fato de que os contratos comerciais são fechados com bastante antecedência. Dessa forma, eventuais efeitos do aumento da moeda norte-americana levariam meses para serem sentidos. “A maioria dos contratos das exportações de hoje foi fechado há seis meses. A alta do dólar hoje só influenciará as vendas externas lá para o fim do ano”, destaca.

Apesar dos efeitos tardios sobre as exportações, a alta do dólar serve de incentivo para a melhoria da competitividade dos produtos brasileiros. No entanto, de acordo com o André Nassif, professor de Economia Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), o efeito só será duradouro se o governo mudar a política em relação ao câmbio e impuser mais medidas de controle do capital que entra no país.

“Em diversos momentos nos últimos anos, o câmbio se depreciou de forma violenta, mas o Banco Central e o Ministério da Fazenda não fizeram nada para impedir que o dólar voltasse a cair”, reclama Nassif. Para ele, a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro aplicado em renda fixa e na bolsa de valores, estratégia adotada pelo governo para conter a queda do real, mostrou-se ineficaz.

Na opinião de Nassif, o câmbio voltará a cair quando a instabilidade na economia europeia diminuir, mesmo com as taxações para o capital especulativo nos últimos tempos. Ele sugere medidas mais radicais, como a quarentena para os recursos estrangeiros que entrarem no Brasil, inclusive os investimentos diretos (que geram empregos). “Os asiáticos fazem política cambiam muito mais agressiva que o Brasil e tem dado certo por lá”, ressalta.

O professor da FGV reconhece que a instituição de uma quarentena sobre os capitais externos teria impacto sobre a inflação. Ele, porém, diz que o Banco Central tem mecanismos para lidar com a alta dos preços sem necessariamente interromper a queda da Selic, taxa básica de juros da economia. “Somente se o Brasil resolver o câmbio desalinhado, os preços relativos voltarão ao lugar e o país será capaz de atingir o crescimento sustentável, tanto das exportações como da economia em geral”, conclui.
 

Edição: Rivadavia Severo

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