Encomendadas para a campanha de vacinação contra de gripe A (H1N1), conhecida como gripe Suína, do ano passado, mais de 6,5 milhões de vacinas tiveram seu prazo de validades vencidas, guardadas em estoques de órgãos de saúde federais e estaduais. Destes 43 mil doses venceram em Rondônia, segundo dados do relatório do TCU (Tribunal de Contas da União).
Com o vencimento das vacinas, o TCU calculou um prejuízo de R$ 78 milhões - o dobro do que o Ministério da Saúde gastou com o programa de saúde bucal, por exemplo. De acordo com reportagem do Jornal Folha de São Paulo, o Tribunal vai notificar o Ministério da Saúde, que terá 30 dias para negociar com os fabricantes o ressarcimento dos produtos vencidos. (Foto: Eliênio Nascimento/Ag. Imagem News)
O governo encomendou 111 milhões de vacinas no fim de 2009 para se preparar para uma possível epidemia da doença no inverno de 2010. Naquele ano, no primeiro surto da doença, conhecida como gripe suína, 2.051 mortes foram registradas. As compras foram feitas em três diferentes lotes. Parte foi estocada no ministério e parte, repassada aos Estados.
Com a nova resolução, as vacinas venceram, mas o ministério, segundo o TCU, não tomou providências na época para trocar os lotes e, até este ano, não fora indenizado. Outro 1,5 milhão de vacinas adquiridas na Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) começa a chegar ao país em 22 de março de 2010 com prazo de vencimento em 30 de junho. (Foto: Eliênio Nascimento/Ag. Imagem News)No estoque do ministério, venceu 1 milhão de vacinas compradas da GSK (GlaxoSmithKline). Outros 4 milhões de doses da mesma empresa venceram nos Estados. Isso ocorreu porque a Anvisa determinou, em abril de 2010, que a vacina deveria ter validade de seis meses, seguindo determinação da agência canadense de saúde, onde é a sede da GSK. Até então, a validade colocada nas doses era de um ano.
Com o vencimento das vacinas, o TCU calculou um prejuízo de R$ 78 milhões - o dobro do que o Ministério da Saúde gastou com o programa de saúde bucal, por exemplo. De acordo com reportagem do Jornal Folha de São Paulo, o Tribunal vai notificar o Ministério da Saúde, que terá 30 dias para negociar com os fabricantes o ressarcimento dos produtos vencidos
SOBRAS
Na auditoria, foi constatado ainda que, das 111 milhões de doses, que custaram no total R$ 1,5 bilhão, 89,5 milhões foram usadas (80,7%). A sobra de 21,5 milhões foi considerada razoável pelo órgão de fiscalização, visto que não havia experiência anterior sobre a vacinação.
Ontem foi registrada a segunda morte do ano por gripe A no Brasil, de um homem diabético de 71 anos da cidade gaúcha de Bagé. Seu nome não foi divulgado. A primeira morte do ano, da agricultora Terezinha Rita Romani, 48, moradora de Anta Gorda (RS), ocorreu na segunda-feira.
(IMAGEM NEWS | COM INFORMAÇÕES DA FOLHA DE SÃO PAULO)