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Como a Nicarágua chegou ao caos que deixou centenas de mortos, incluindo uma brasileira

Entenda melhor como o conflito no país da América Central começou, se intensificou e para onde caminha.

Centenas de pessoas foram mortas na Nicarágua desde 18 de abril em um amplo e popular levante contra o presidente do país centro-americano, Daniel Ortega, e seu governo.

Uma delas foi a brasileira Raynéia Gabrielle Lima, estudante de Medicina na Universidade Americana em Manágua, baleada na segunda-feira. A morte foi confirmada pelo Itamaraty nesta terça-feira. O órgão afirmou estar buscando esclarecimentos sobre o ocorrido, inclusive chamando para consultas o embaixador do Brasil na Nicarágua, Luís Cláudio Villafañe Gomez Santos.

“Ao repudiar a perseguição de manifestantes, estudantes e defensores dos direitos humanos, o governo brasileiro volta a instar o governo da Nicarágua a garantir o exercício dos direitos individuais e das liberdades públicas”, afirmou o Itamaraty.

A BBC News Brasil detalha o desenrolar da crise.

Como tudo começou?

A crise começou de uma forma um tanto inesperada, quando grupos pró-governo atacaram de forma violenta um pequeno protesto contra reformas no sistema previdenciário, anunciadas em 18 de abril.

Estes grupos pró-governo, popularmente conhecidos como “grupos de choque”, já haviam sido usados no passado para reprimir manifestações contra Ortega e acabaram desestimulando muitos nicaraguenses insatisfeitos a ir às ruas.

Mas, dessa vez, vídeos da repressão amplamente divulgados nas redes sociais causaram revolta e acabaram gerando mais protestos – que, por sua vez, levaram a uma intensificação da repressão.

Três pessoas, entre elas um policial, foram mortas em 19 abril em conflitos.

Parentes choram pela morte de Teiler Lorio, de 15 meses; há dados divergentes sobre mortes na Nicarágua – AFP

O que aconteceu desde então?

Centenas de pessoas foram mortas e milhares feridas conforme os protestos – e a repressão – cresceram.

O aumento das mortes caminhou ao lado da intensificação da revolta contra o governo. O país está repleto de bloqueios nas estradas e barricadas, que as forças de segurança vêm tentando impedir.

Os relatos sobre a letalidade dos conflitos têm sido quase diários. Manifestantes culpam as forças oficiais de segurança e grupos paramilitares ligados ao governo pela violência, enquanto o governo classifica manifestantes como “terroristas”.

Quantas pessoas foram mortas?

Nas últimas semanas, o governo não divulgou qualquer contagem oficial sobre óbitos, afirmando que toda morte deve ser investigada com rigor para que números corretos sejam divulgados.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirmou que 264 pessoas morreram desde o início dos protestos até 11 de julho.

Grupos de direitos humanos de dentro da Nicarágua dizem que os números já superam 300 pessoas.

Por que há tantas mortes?

Manifestantes afirmam que forças oficiais empregam força excessiva na repressão a protestos, usando balas e franco-atiradores contra ativistas.

Governo diz que manifestantes são pessoas violentas e de extrema direita interessadas em um golpe – EPA

Esta acusação ganhou eco entre vários grupos de direitos humanos. A Anistia Internacional, por exemplo, afirmou na semana passada que “a repressão estatal atingiu níveis deploráveis” na Nicarágua.

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos também alertou que a Nicarágua está caindo em uma “perigosa espiral de violência e impunidade”.

O governo argumenta que a violência não vem de apenas um lado e aponta para o uso de morteiros artesanais como evidência de que as forças de segurança estão sendo atacadas por manifestantes.

Alguns policiais estão entre os mortos na crise. O governo também cita a reação de apoiadores civis de Ortega contra o suposto “terrorismo” representado por grupos de oposição.

Mas a maior parte das organizações que defendem os direitos humanos concordam que os “grupos de choque” têm um papel particularmente mortífero no conflito.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA BBC.

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FONTE: PAINEL POLÍTICO

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Publicado por » Danny Bueno

Especializado em Jornalismo Político e Investigativo. Está radicado nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, construiu a carreira trabalhando para sites, jornais e emissoras de TV de Mato Grosso e Rondônia. É assessor de imprensa, é roteirista, produtor de eventos, compositor, editor de conteúdo, relações públicas, analista político e de marketing social. É filiado à ABRAJI - Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. (http://portaldosjornalistas.com.br/jornalista/danny-bueno)

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